Greve dos servidores da Cosanpa pode deixar Marabá sem água

Alguns bairros de Marabá já sofrem com a falta de água. (Foto: Reprodução/TV Liberal) Alguns bairros de Marabá já sofrem com a falta de água. (Foto: Reprodução/TV Liberal)

Com a greve dos servidores da Cosanpa, que completa uma semana, o abastecimento de água pode ficar comprometido em Marabá, no sudeste do Pará. De acordo com o Sindicato dos Urbanitários, aproximadamente 90% da classe aderiu à greve. A Cosanpa afirma que a paralisação atinge os 56 municípios atendidos no Pará.

A população está preocupada com a constante falta de água na cidade, que vem prejudicando as tarefas de casa, além da dificuldade no preparo de comida, para o banho e até mesmo para saciar a sede.

"Um dia ela é boa, outro dia ela é ruim e assim vai levando a vida. Ela vem barrenta, quando a gente coloca na vasilha já vimos o jeito da água", contou o aposentado Constantino Pereira, reclamando da qualidade da água que está chegando às torneiras.

Segundo Paulo Barbosa, gerente regional da Cosanpa, a companhia contratou outros trabalhadores para os serviços operacionais, principalmente no setor do sistema de abastecimento. “Nós vínhamos prevendo que pudesse acontecer essa greve e nós antecipamos a falta desses funcionários que movem as estações, tomando as providencias que fossem substituídos por até mão de obra externa, mas com experiência para que não tivéssemos problema nenhum", afirmou o gerente.

O sindicato informou que os trabalhadores reivindicam reajuste salarial e no tíquete de alimentação com base no índice da inflação, além de serem contra do aumento da carga horária de trabalho e o congelamento dos benefícios. “O trabalhador necessita ter uma boa remuneração para poder fazer o trabalho. Se congelar agora é como se tivesse congelado por dois anos, porque voltaremos discutir o salário novamente daqui a um ano”, disse Otávio Barbosa, diretor sindical dos urbanitários.

Belém
Na capital do estado, as consequências da greve também estão sendo sentidas. Moradores da do bairro da Pratinha chegaram a interditar a rodovia Artur Bernardes na manhã da terça-feira (7). No caso da Pratinha, uma bomba foi roubada, ela foi trocada, mas o novo equipamento apresentou defeito e a manutenção foi prejudicada pela greve. Pelos cálculos da companhia, um dos setores de maior adesão foi o operacional, com 87% dos trabalhadores.

Em nota, O Sindicato dos Urbanitário disse a adesão à greve chegou a 90% dos funcionários, mas que nos setores de operação do sistema de água a categoria está cumprindo o percentual de 30% como define a lei. Nesta quinta-feira (9) está marcada uma audiência de conciliação entre os trabalhadores e a cosanpa.

Avalie este item
(0 votos)
Loading
https://www.carajasojornal.com.br/modules/mod_image_show_gk4/cache/Publicidade.2018.Sophos_2019gk-is-100.jpglink
https://www.carajasojornal.com.br/modules/mod_image_show_gk4/cache/Novo_Projeto_-_2021-07-05T111350990gk-is-100.jpglink