Manifestantes protestam contra medidas do governo Temer em Belém

Cerca de 100 pessoas se reuniram durante a manhã desta quinta-feira (9) na Praça Pedro Teixeira. Ato prevê marcha pelo centro de Belém durante a tarde. (Foto: Alexandre Yuri/G1 PA) Cerca de 100 pessoas se reuniram durante a manhã desta quinta-feira (9) na Praça Pedro Teixeira. Ato prevê marcha pelo centro de Belém durante a tarde. (Foto: Alexandre Yuri/G1 PA)

Manifestantes contrários ao governo do presidente em exercício Michel Temer se reuniram na manhã desta quinta-feira (9) na Praça Pedro Teixeira, em Belém, para protestar contra medidas adotadas pela administração federal. Cerca de 100 pessoas participaram do ato, que prevê uma marcha pelas ruas de Belém durante a tarde.

O protesto deve começar pela av. Presidente Vargas e estão previstas paradas em frente ao Banco do Brasil, ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e ocupação do nstituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária (Incra).
 
A manifestação foi convocada pela Frente Brasil Popular e conta com a participação de integrantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetagri), além de movimentos sociais e manifestantes contrários ao governo de Michel Temer.

Segundo Carlos Augusto, da Fetagri, o protesto é realizado principalmente por trabalhadores rurais. "Nós estamos nos manifestando em relação a um conjunto de ações do governo interino de Michel Temer em relação à área rural, principalmente questionando o fim do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), que é importante para a agricultura familiar no Brasil. Queremos a volta do MDA", diz Augusto.

O manifestante disse ainda que o ato questiona os cortes do programa Minha Casa, Minha Vida, que afetam diretamente a habitação rural, e a reforma da previdência. "Mais uma vez quem vai pagar o pato são os trabalhadores rurais. Unificar a idade mínima (de aposentadoria) em 65 anos para homens e mulheres é um atraso nos direitos conquistados pelos agricultores familiares. Hoje é 55 anos para as mulheres e 60 para os homens", disse.

Moradia
Simultâneamente ao protesto na praça, cerca de 50 manifestantes se reuniram na Praça do Operário, em São Brás, e se dirigiram para a frente do prédio da Caixa Econômica Federal na avenida Governador José Malcher para protestar contra os cortes no programa 'Minha Casa, Minha Vida' e pedir o investimento em projetos de moradia.

Segundo a presidente da Associação das Mulheres Guerreiras do Pará, Romilda Mascarenhas, o movimento é nacional e ocorre em 20 capitais nesta quinta. "Eu já estou há cinco anos nessa luta. Tem 500 famílias que estão precisando de apartamento no estado do Pará", afirma Romilda.

A manifestante informou que uma comissão de participantes do ato foi chamada para negociar com representantes da Caixa Econômica. Após algumas reuniões, parte dos manifestantes estão ocupando a área interna do prédio. "Nós vamos ficar aqui até amanhã, quando saímos em marcha às 16h", explicou Miguel Lobato, do Movimento Nacional da Luta pela Moradia.

Comissão de manifestantes foi chamada para negociar com representantes da Caixa em São Brás.(Foto: Alexandre Yuri/G1 PA)



 

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